SALVACOLINE 2 MG 20 COMPRIMIDOS
Descrição
AÇÃO E MECANISMO
- [ANTIDIARRÉICO], [AGONISTA OPIOIDE (MU)]. Derivado da petidina. Um agonista do receptor opioide µ que inibe a liberação de acetilcolina e prostaglandinas no plexo mioentérico de Auerbach, reduzindo o peristaltismo intestinal. Ao diminuir o trânsito intestinal, promove a absorção de água e eletrólitos, diminuindo a frequência e o volume das evacuações e aumentando sua viscosidade. Também exerce um certo efeito antisecretor. Além disso, aumenta o tônus do esfíncter anal, reduzindo a incontinência.
IDOSOS
A desidratação associada à diarreia é especialmente comum em idosos, por isso seus efeitos podem variar bastante.
CONSELHOS AO PACIENTE
Não é aconselhável iniciar o tratamento com um antidiarreico sem consultar um médico, pois o medicamento pode agravar os sintomas.
- Você deve consultar um médico se a diarreia aguda persistir ou piorar após dois dias de tratamento.
Você deve consultar um médico se suas fezes forem pretas, oleosas, tiverem mau cheiro ou contiverem sangue, muco ou pus. Você também deve consultar um médico se desenvolver febre acima de 38°C em crianças ou 38,5°C em adultos, ou se sentir dor abdominal que não passa após evacuar.
CONTRAINDICAÇÕES
- [ALERGIA A OPIOIDES] ou a qualquer componente do medicamento.
A diarreia com sangue é causada por microrganismos invasivos, como cepas enteroinvasivas de Escherichia coli, Salmonella (salmonelose) ou Shigella (shigelose), ou, no caso de colite pseudomembranosa, por antibióticos de amplo espectro. Nessas situações, o uso de loperamida não é recomendado, pois, ao inibir o peristaltismo, pode aumentar o tempo de contato entre a mucosa intestinal e as toxinas microbianas, agravando os danos. Em casos de diarreia bacteriana, o uso de antibióticos pode ser necessário em alguns casos.
• Situações em que a inibição do peristaltismo deve ser evitada, como constipação, íleo ou distensão abdominal, pois a loperamida pode agravar essas condições. Se algum desses sintomas aparecer durante o tratamento da diarreia, é aconselhável interromper o tratamento.
GRAVIDEZ
Categoria B de risco na gravidez segundo a FDA. Estudos em animais utilizando doses 30 vezes superiores à dose humana não demonstraram evidências de danos ao feto. Doses mais elevadas prejudicaram a sobrevivência materna e neonatal. Não foram realizados estudos adequados e controlados em humanos; portanto, este medicamento só deve ser utilizado quando não houver alternativas terapêuticas mais seguras disponíveis.
Efeitos na fertilidade. O uso de doses 150 a 200 vezes maiores do que as utilizadas em humanos demonstrou reduzir a fertilidade tanto em homens quanto em mulheres.
FARMACOCINÉTICA
Via oral:
- Absorção: É absorvido no intestino, com uma biodisponibilidade de 40%. Sofre metabolismo de primeira passagem. A concentração plasmática máxima (Cmax) é atingida em 5 horas (cápsulas) ou 2,5 horas (soluções). Seus efeitos duram até 24 horas.
- Distribuição: Circula ligado a proteínas plasmáticas (97%). Atravessa a barreira hematoencefálica com grande dificuldade.
- Metabolismo: É metabolizado no fígado, resultando em metabólitos inativos.
Eliminação: É eliminado por metabolismo, com metabólitos excretados nas fezes (30% inalterados) e em quantidades muito pequenas na urina (<2%). Sua meia-vida de eliminação é de aproximadamente 10 horas. A fração de loperamida eliminada no intestino pode ser reabsorvida, resultando em recirculação entero-hepática.
Farmacocinética em situações especiais:
- Insuficiência hepática: O metabolismo da loperamida pode ser reduzido em casos de insuficiência hepática, resultando em diminuição da depuração hepática.
INDICAÇÕES
- [DIARREIA]. Tratamento sintomático de processos diarreicos agudos ou crônicos.
INTERAÇÕES
- Colestiramina. Um estudo demonstrou uma possível inibição do efeito da loperamida, por isso recomenda-se espaçar a administração.
- Laxantes: A administração de antidiarreicos como a loperamida com laxantes formadores de massa, como psílio, metilcelulose, ágar ou goma de estercúlia, não é recomendada, pois o uso simultâneo pode causar obstruções intestinais com consequências graves para os pacientes.
- Ritonavir: possível aumento nos níveis de loperamida Cp. Cuidado.
- Saquinavir: Possível redução da Cp do saquinavir com risco de diminuição da atividade antiviral.
- Teofilina. Estudos farmacocinéticos demonstraram uma diminuição na absorção da teofilina quando administrada em formulações de liberação controlada, provavelmente devido à inibição da motilidade intestinal.
LACTAÇÃO
Não se sabe se a loperamida é excretada em quantidades significativas no leite materno e, em caso afirmativo, se isso poderia afetar o bebê. A Academia Americana de Pediatria considera seu uso compatível com a amamentação, mas recomenda cautela.
CRIANÇAS
A segurança e a eficácia não foram avaliadas em crianças menores de dois anos de idade; portanto, seu uso não é recomendado. Em crianças maiores de dois anos de idade, recomenda-se extrema cautela, pois pode haver variabilidade significativa na resposta farmacológica devido à desidratação. Da mesma forma, crianças menores de três anos de idade são mais sensíveis aos efeitos opioides centrais da loperamida.
DIRETRIZES PARA ADMINISTRAÇÃO ADEQUADA
É aconselhável dividir a dose de loperamida em duas ou três doses quando administrada para diarreia crônica.
POSOLOGIA
- Adultos, via oral:
* Diarreia aguda: Administrar uma dose inicial de 4 mg, seguida de 2 mg após cada evacuação.
* Diarreia crônica: Será administrada uma dose inicial de 4 mg, seguida de 2 a 12 mg a cada 24 horas até que se obtenha de 1 a 2 evacuações por dia.
A dose diária máxima é de 16 mg.
- Crianças, oral:
* Crianças com mais de 5 anos de idade:
a) Diarreia aguda: Administrar uma dose inicial de 2 mg, seguida de 2 mg após cada evacuação.
b) Diarreia crônica: Será administrada uma dose inicial de 2 mg, seguida da dose necessária para atingir 1 a 2 evacuações por dia.
* Crianças de 2 a 5 anos: Inicialmente, 0,4 ml/kg/24 horas, até um máximo de 1,2 ml/kg/24 horas. O tratamento deve ser interrompido quando as evacuações voltarem ao normal ou se não houver evacuações por 12 horas.
* Crianças menores de 2 anos de idade: A segurança e a eficácia da loperamida em crianças menores de 2 anos de idade não foram avaliadas.
A dose diária máxima é de 6 mg/20 kg.
DOSAGEM EM CASO DE INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA
* Não há recomendações específicas de dosagem disponíveis. Recomenda-se cautela, pois o metabolismo de primeira passagem pode ser reduzido.
DOSAGEM EM CASO DE INSUFICIÊNCIA RENAL
* Não é necessário ajuste de dose.
PRECAUÇÕES
- [INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA]. A loperamida é eliminada pelo fígado, portanto, em casos de insuficiência hepática, o metabolismo de primeira passagem pode ser reduzido, levando ao acúmulo do medicamento. O ajuste da dose pode ser necessário dependendo do grau de insuficiência.
- [COLITE ULCERATIVA] ou [INFECÇÃO PELO HIV]. Em pacientes com colite ulcerativa ou AIDS, a administração de medicamentos antidiarreicos que inibem a motilidade intestinal tem sido associada a uma maior incidência de megacólon tóxico. Portanto, recomenda-se extrema cautela e o tratamento deve ser interrompido caso ocorram distensão abdominal ou outros sintomas, como dor abdominal intensa, náuseas, vômitos ou perda de apetite.
- Desidratação. A inibição do peristaltismo intestinal pode levar à retenção de líquidos no lúmen intestinal, agravando a desidratação. É aconselhável corrigir primeiramente a desidratação do paciente administrando água ou soluções de reidratação oral.
REAÇÕES ADVERSAS
Os efeitos adversos da loperamida são geralmente pouco frequentes, embora moderadamente significativos. Na maioria dos casos, as reações adversas são uma extensão da ação do medicamento e afetam principalmente o sistema digestivo, sendo muitas vezes indistinguíveis dos sintomas da própria diarreia. Essas reações adversas são mais comuns com o tratamento prolongado. As reações adversas mais características são:
- Digestivo. Em casos muito raros (<0,01%), podem ocorrer [DOR ABDOMINAL], [FLATULÊNCIA], [DISPEPSIA], [NÁUSEA], [VÔMITO], [CONSTIPAÇÃO], [BOCA SECA], [DISTENÇÃO ABDOMINAL], [ÍLEO] ou [MEGACÓLON] tóxico.
- Neurológico/psicológico. Sonolência e tontura são raras (<0,01%). Crianças são especialmente sensíveis aos efeitos da loperamida no sistema nervoso.
- Geniturinário. Ocasionalmente, pode ocorrer retenção urinária.
- Alérgicos/dermatológicos. Estes são muito raros (<0,01%) [ERUPÇÕES EXANTEMATOSAS], [URTICÁRIA] ou [PRURITO]. Casos isolados de [ANGIOEDEMA], [SÍNDROME DE STEVENS-JOHNSON], [ERITEMA MULTIFORME] e [NECRÓLISE EPIDÉRMICA TÓXICA] foram relatados, embora sua relação com a loperamida não tenha sido avaliada.
Casos isolados de [REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE], incluindo [ANAFILAXIA], também foram relatados.
SOBREDOSE
Sintomas: Em caso de sobredosagem, pode ocorrer depressão do sistema nervoso central, com estupor, sonolência, miose, hipertonia muscular e depressão respiratória. Também pode ocorrer retenção urinária ou atonia ileal. Esta sobredosagem é mais comum em casos de insuficiência hepática ou em crianças pequenas.
Tratamento: O paciente deve ser monitorado por 48 horas para possível depressão do sistema nervoso central. Caso esses sintomas apareçam, a naloxona pode ser administrada como antídoto. Como a duração dos efeitos da loperamida é maior que a da naloxona, que não ultrapassa três horas, a administração de naloxona deve ser repetida. Além disso, a administração de carvão ativado após a ingestão de loperamida pode ser recomendada.
COMPOSIÇÃO
LOPERAMIDA: 2 MILIGRAMAS - CLORIDRATO
Características
| Código do produto | 585669 |
| Categoria | Fraldas para adultos, Cuidados íntimos |
| Quantia | 20 |
| Dose | 2 mg |
| Tipo de produto | Comprimidos |
| Entrega a partir de | Espanha |
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