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Seringas e agulhas
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Tipos de seringas
A seringa é um instrumento utilizado para introduzir no organismo diversos medicamentos em forma líquida, usando a pressão do êmbolo e com a ajuda de uma agulha especial.
Assim, a seringa é composta por:
- Corpo da seringa - um cilindro graduado, que tem uma extremidade aberta e um cone na outra extremidade.
- Êmbolo – encontra-se no interior do corpo da seringa
- Agulha – é destacável ou está fixada ao corpo da seringa, na sua parte cónica, chamada ambou. No interior é oca para permitir a passagem de fluidos
Consoante o material de que são feitas, as seringas podem ser:
- Descartáveis, de plástico
- Reutilizáveis, de vidro e metal
Conforme a sua finalidade, podem ser para:
- Administração de tratamentos
- Punção para diagnóstico
- Aspiração do conteúdo patológico de certas cavidades, com finalidade terapêutica e diagnóstica
Conforme o seu tamanho, as seringas são de:
- 1ml, ou de insulina
- 2 ml, 2,5 ml
- 5 ml
- 10 ml
- 20 ml
- 50 ml
- 150 ml
Existe uma categoria de seringas com auto-bloqueio, fabricadas especialmente para vacinas. Estas, uma vez vazias, não podem ser reabastecidas, porque se bloqueiam após a administração do conteúdo.
Seringa para lavagem nasal
A higiene nasal é muito importante tanto para adultos quanto para crianças. A lavagem nasal é um método para livrar-se de agentes irritantes, incluindo poeira, assim como de germes, para impedir a passagem destes das vias respiratórias superiores para as inferiores.
Geralmente utiliza-se uma seringa de grande calibre, de 50 ou 100 ml, e uma solução salina. A introdução da solução faz-se com baixa pressão em ambas as fossas nasais para eliminar o muco, a poeira e os micróbios da cavidade nasal.
Seringas de insulina
Como o próprio nome indica, estas seringas são usadas para administrar insulina no organismo humano. São seringas de calibre pequeno, 1ml, providas de agulha fina e curta, e o êmbolo da seringa tem um revestimento de borracha. Todas estas características tornam a administração mais fácil e menos dolorosa, especialmente porque parte dos pacientes dependentes de insulina se aplicam a insulina sozinhos.
As seringas são marcadas tanto em mililitros como em unidades.
Hoje em dia existe também uma caneta injetora (pen) que é mais fácil de usar do que a seringa.
Estas seringas também são utilizadas para introduzir no organismo outras substâncias medicamentosas, as vias de administração sendo: intradérmica e subcutânea. É excluída a utilização destas seringas para injeções intramusculares, porque a agulha é curta e não chega até ao tecido muscular.
Seringa para lavagens auriculares
Esta seringa é também chamada seringa Guyon e é ideal para remover o cerúmen que se encontra no ouvido. É um instrumento muito útil em consultórios ORL e pode ser tanto descartável como metálica reutilizável (que deverá ser esterilizada após cada paciente). Tem capacidade de 100 ml.
As lavagens auriculares são feitas com água ou soro, à temperatura ambiente, para não causar desconforto ao paciente. A sua função é remover as impurezas presentes no ouvido, acumulações de cera, assim como os germes presentes a esse nível. Se a cera não for removida a tempo pode endurecer e formar uma espécie de tampão de cera, que é eliminado também por uma lavagem auricular, ou com a ajuda de uma pinça, manobra que deve ser efetuada obrigatoriamente num consultório ORL.
Tipos de agulhas para seringas
As agulhas para seringa são formadas pelos seguintes componentes:
- Amboul: é de plástico; com a sua ajuda a agulha se fixa à seringa. A sua cor indica, geralmente, o diâmetro da agulha.
- Cânula: a agulha propriamente dita, feita de metal e provida de um canal por onde circula o sérum.
- Bizoul: é o corte oblíquo na extremidade da agulha, ou a ponta da agulha.
- Lumenul: é o canal no interior da agulha.
- Capa protetora ou tampão: fixa-se acima da cânula, ao ambou, e tem função de proteção, tanto para o utilizador como para a agulha.
De acordo com a legislação atual recorre-se quase na totalidade a agulhas de uso único, para prevenir a transmissão de doenças. Por este motivo recomenda-se que, após a utilização, a agulha seja colocada numa caixa especial de recolha de objetos cortantes-perfurantes e sem se repor a capa protetora, ou seja, sem recapagem das agulhas, para evitar acidentes por perfuração.
As cores no ambou das agulhas representam um determinado código, válido em todo o meio médico. Por exemplo, amarelo é 30G, azul é 23G, e preto é 22G. O valor G é inversamente proporcional ao diâmetro da agulha. Uma agulha com diâmetro menor tem um G maior.
A agulha será escolhida em função do tipo de injeção e da substância utilizada. O valor G é importante quando se determina a substância que será injetada. Uma substância viscosa necessitará de um G menor, enquanto uma substância muito fluida será injetada com uma agulha de G maior. Assim:
- Injeções intradérmicas - agulhas com 26 -28 G
- Injeções intramusculares - agulhas com 26-30 G
- Injeções subcutâneas - agulhas com 19-27 G
Agulhas hipodérmicas
Existe uma grande variedade de agulhas hipodérmicas, com diferentes dimensões, as mais conhecidas sendo as de 23 ou 25 Gauge (“Gauge” é a unidade de medida das agulhas para injeções que se refere ao lúmen – canal de um vaso sanguíneo ou de um órgão anatómico), usadas, na maioria das vezes, para injeções comuns ou para a administração de insulina.
São utilizadas para:
- Injeções sob a pele (subcutâneas)
- Injeções intravenosas
- Aspiração de fluidos corporais
- Remoção de catarata
- Limpeza de feridas muito profundas
Uma alternativa sem dor à variante clássica é o MICROACUL (microneedle), composto por 400 agulhas microscópicas, de silicone, do tamanho de um fio de cabelo. Com a sua ajuda qualquer medicamento pode ser administrado através da pele, sem atingir as células nervosas que transmitem a dor. Graças a alguns componentes microeletrónicos, os medicamentos podem ser dosados e temporizados de forma muito eficiente.
HYPOSPRAY – é um dispositivo que utiliza hélio pressurizado. Pulveriza os medicamentos em forma de pó, a nível da pele, de onde serão absorvidos.
Agulhas para injeção intramuscular
A injeção intramuscular (IIM) é uma manobra terapêutica pela qual se introduzem substâncias medicamentosas no tecido muscular estriado. Esta via de administração assegura um efeito sistémico rápido e a absorção de um grande volume de substância (até 5 ml). Devido à inervação sensorial reduzida do tecido muscular, a injeção intramuscular permite também a administração de substâncias irritantes.
O local de administração é escolhido em função do estado geral do paciente e do objetivo da injeção. Não se administra em zonas inflamadas, com infeções locais ou cicatrizes. As IIM são contraindicadas em pacientes com distúrbios da coagulação.
As agulhas para IIM são de 26 – 30G, com ambou preto. São fabricadas em aço inoxidável biocompatível, com superfície lisa, assegurando uma injeção rápida e fácil, com baixo grau de desconforto. São esterilizadas com óxido de etileno. Têm propriedades ótimas de resistência e flexibilidade e não apresentam risco de obstrução em caso de curvatura.
Como escolher as seringas apropriadas?
As seringas apropriadas são escolhidas em função de:
- Material de que são feitas: utiliza-se em grande parte seringas descartáveis de plástico
- Volume da substância a ser administrada
- Tipo de substância a ser administrada
- Manobra médica a que o paciente será submetido































































